Tudo é Finito. Fortaleça sua Fé e se convença que tudo que Começa tem um prazo pra Terminar…

Nossos pais e avós sobreviveram a vários tipos de sacrifícios durante a passagem dos séculos: guerras, epidemias, vários períodos de secas, enchentes, perdas de patrimônio, de familiares, já passaram por todos os tipos de governo, dos ditadores aos mais corruptos, e, no entanto foram suficientemente fortes pra nos conduzirem aos novos Séculos…
Em pleno Século XXI, estamos totalmente “conectados” em termos de comunicação e, certamente teremos mais condições de enfrentarmos e superarmos dias também não muito fáceis. Não vai ser um “coronavírus”, que tem prazo pra começar e terminar, que vai nos abater.

Faça sua parte e não se lamente. Aproveite o seu tempo de confinamento para refletir mais sobre o comportamento egoísta e desrespeitoso, que muitas vezes chega até ser desumano, para com os outros, que vem tomando cada vez mais forma entre as pessoas de diferentes classes sociais e/ou religiosas.
Está passando a hora de vivenciarmos a nossa fé em um Deus Maior que, por um motivo ou outro, deixamos esquecido pelos caminhos das nossas vidas tão tumultuadas e cheias de visões sempre críticas aos “comportamentos” e idéias que se mostram diferentes das nossas.

Momento propício pra se preservar a si e aos outros. De perambular menos e dar uma chance maior de vida àqueles que querem sobreviver a mais uma dessas crises que assola nosso país e o mundo.
A imagem pode conter: planta, flor, atividades ao ar livre e natureza

Deixe o Passado lá Atrás…

Enquanto estiver preso ao que poderia ter sido, não conseguirá absorver a magia de tudo que ainda está por vir.

Recomece em cada oportunidade, pois sua determinação lhe mostrará novos caminhos e novas formas de fazer acontecer…

O que passou fez parte de todo um processo de aprendizado de erros e de acertos. Tudo é válido. Siga em frente. Dê uma dinâmica em seus percursos. Caminhe sempre. Não se arrependa e nem fique estagnado, pois o tempo também tem seu tempo. Recomece sempre, quando necessário for. Não se apegue ao que não mais irá se repetir. O tempo é dinâmico. Nada é insubstituível. Tudo é efêmero, assim como as dores e alegrias. A eternidade não nos pertence… Aproveite as novas oportunidades, e faça acontecer do seu jeito, encontre novas formas de amor e de amizade e viva mais uma vez a oportunidade de ser livre e feliz!

Eidam Pimentel – Blog Superarparanaopirar

Casamento não é solução, pode ser Armadilha

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Foto por Ajay Donga em Pexels.com

Estamos no século XXI, de mulheres e homens liberados, independentes em todas as suas esferas, seja intelectual, financeira, religiosa, sexual, política, etc. No entanto, tanto um quanto o outro continua se iludindo com a perspectiva de que a fusão entre os dois, intitulada casamento, possa vir a ser a fórmula mágica para a resolução de seus problemas pessoais (emocionais ou financeiros).

A Mulher desde sua infância é preparada emocionalmente para encontrar o seu par, seu “príncipe” para lhe libertar de uma situação de dependência. O Homem também, por sua vez, adestrado pra bancar o ônus de sua parceira, de se tornar o gerente, o provedor, a fortaleza e o responsável por toda uma estrutura familiar, da qual muitas vezes, sua capacidade financeira e emocional não dá pra equilibrar nem seu consumo pessoal… A cobrança é real e cotidiana e vale para qualquer classe social.

Nascemos pra sermos livres. Essa é a questão. Não adianta acharmos que o casamento vai nos tornar um ser mais feliz, realizado e completo. Isso não vai funcionar. O que nos dá medo de vivermos sozinhos, é, provavelmente, a grande tarefa de convivermos com nós mesmos. De nos olharmos no espelho e termos que encarar de frente as nossas omissões, fraquezas, nossos complexos, e acima de tudo nosso medo para enfrentarmos o desconhecido.

Daí surge na maioria das vezes essa busca incessante de termos um parceiro constante, pra podermos compactuar a maior parte das nossas frustrações, que com o tempo só aumentam. De preencher a carência daquilo que não aprendemos administrar sozinhos, apesar de todos os nossos conhecimentos adquiridos em pleno século vinte e um… Que dicotomia, né?

É por isso que muitos insistem dizer que a solidão assusta, visto que é somente através dela que podemos nos perceber e nos tornar um ser por inteiro, cujo resultado dessa percepção pode nos amedrontar ou nos libertar cada vez mais. Isso vai depender de cada pessoa.

Eridam Pimentel – Blog Superarparanaopirar.wordpress.com

Já Passei dos Sessenta, e agora, posso ser livre?

Tem pessoas que quando se aproximam dessa etapa da vida ficam angustiadas, sem rumo, meio perdidas, como se ainda não existisse mais tempo hábil para novas conquistas e novos aprendizados. Se pensarmos que até agora só escalamos 50% da expectativa de vida, principalmente quando dispomos de uma boa saúde, vida financeira em dia e rodeados de amigos e familiares, então podemos mudar esse paradigma de que só nos resta a solidão de uma clausura doméstica e sem graça. Apesar de que muitos até almejam essa clausura, por terem tido até agora uma experiência de vida muito atribulada e cheia de compromissos profissionais.

Como já atingi essa fase em minha vida, lhes asseguro que minha experiência tem sido reveladora. Cada dia que passa tenho me tornado uma pessoa mais livre e com grandes expectativas para viver mais acertadamente essa nova experiência, devido a avaliação de tudo que deu certo e de tudo que deu errado durante essas décadas… Nem sempre tudo tem que ser necessariamente maravilhoso. As perdas e as decepções também são referências importantes para aquilo que podemos focar daqui pra frente. Há tempo pra tudo, basta que haja alguma motivação pra seguirmos no rumo de um novo futuro. Aprendi a dizer não, com mais frequência, e ser menos comprometida com aquelas pessoas que costumavam abusar da minha generosidade e da minha tolerância. Isso é libertador, podem apostar!

Independentemente de nosso estado civil, social ou financeiro, a vida nos oferece muitas opções de desafios… Basta nos permitirmos e nos aventurarmos à nossa nova condição de aprendiz. Há uma variedade de cursos e de atividades ao nosso alcance que podemos nos submeter, que nos tornarão certamente mais leves e mais ousados. Podemos acrescentar também ao nosso dia a dia a convivência com novos grupos de pessoas mais receptivas e com novos enfoques sobre a vida e que busquem novas motivações para essa nova e desafiadora fase.

Eridam Pimentel – Blog Superarparanaopirar.wordpress.com

… Toco a tua boca…

 

… Com um dedo toco o contorno da tua boca.

Vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão…

Como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse…

E me basta fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar…

Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo… A boca que minha mão escolheu…

E, te desenho no rosto, uma boca eleita entre todas, como soberana liberdade, eleita por mim, para desenhá-la com minha mão em teu rosto, e que, por um acaso não procuro compreender.

Coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.

Tu me olhas de perto, nossas bocas se encontram e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua entre os dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, trazendo-nos um perfume antigo e um grande silêncio.

Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos… Acariciar lentamente o teu cabelo enquanto nos beijamos, como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, com movimentos vivos e fragrância obscura…

E, quando nos mordemos, até a dor é doce.

E, quando nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte também é bela…

E, já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madeira, e eu te sinto tremular contra mim, como o reflexo de uma lua na água…

 

Texto extraído do livro O Jogo da Amarelinha – Julio Cortázar

 

 

 

Trabalhar a espiritualidade é benéfico para o paciente oncológico — MEU DIÁRIO ABERTO.

Quando se passa por um trauma, por uma doença grave ou por uma grande perda, surgem a dor, o medo, os questionamentos sobre a vida, o sofrimento. “Trabalhar com a espiritualidade permite muitas vezes que se encontre um novo significado daquilo que se está vivendo”, diz o oncologista do hospital A Beneficência Portuguesa e colaborador […]

via Trabalhar a espiritualidade é benéfico para o paciente oncológico — MEU DIÁRIO ABERTO.

Até onde podemos bloquear os nossos sentimentos?

A pressão sobre cada ser humano já começa desde o momento do seu nascimento, seja através de um parto natural ou não. Daí, acredito que crescemos  tentando administrar as nossas boas e más sensações internas, ou sentimentos, de uma forma equivocada, afim de que os outros não façam um juízo inadequado de nós mesmos. Chegamos à vida adulta e esse sentimento de dependência continua bloqueando todo o acesso possível aquilo que costumo chamar de “ponte para a felicidade”.

Ser feliz pra mim é não ter que represar os meus sentimentos, pois isso me levaria a me tornar uma pessoa triste, mal humorada ou até depressiva.  Quando amo alguém ou alguma causa tenho necessariamente que extravasar de alguma forma essa sensação, caso contrário, corro o risco de provocar um dano ao meu interior que vai, certamente, acarretar dores ao meu corpo físico e mental.  Águas represadas são sempre as mais perigosas, né? Isso vale também pro amor. Não devemos represá-lo, para evitarmos  nos afogar em mágoas, arrependimentos e sentimentos de culpa. Fazê-lo fluir certamente vai provocar uma significativa transformação em nossas vidas. O amor é como uma seiva da qual não podemos abrir mão para o alimento do coração, oxigênio do cérebro e a cura definitiva da tristeza e daquela sensação de vazio.

Não viemos a esse mundo só pra ver a “banda passar”. Temos que ser parte dinâmica dessa ferramenta que chamamos de vida. E através desse dinamismo é que podemos provocar o resultado daquilo que queremos e podemos ser. Se nos recusamos a fazer isso por nós mesmos, podem acreditar, nem o Universo será capaz de fazê-lo!  E a chave de tudo isso se resume no quanto estamos dispostos a nos relacionarmos com os outros, nos despindo das nossas máscaras e assumindo o risco de abrirmos as represas de nossos sentimentos.

 

 

Eridam Pimentel – Blog Superarparanaopirar.wordpress.com – Fevereiro/2019