Casamento não é solução, pode ser Armadilha

woman and man riding on motorcycle
Foto por Ajay Donga em Pexels.com

Estamos no século XXI, de mulheres e homens liberados, independentes em todas as suas esferas, seja intelectual, financeira, religiosa, sexual, política, etc. No entanto, tanto um quanto o outro continua se iludindo com a perspectiva de que a fusão entre os dois, intitulada casamento, possa vir a ser a fórmula mágica para a resolução de seus problemas pessoais (emocionais ou financeiros).

A Mulher desde sua infância é preparada emocionalmente para encontrar o seu par, seu “príncipe” para lhe libertar de uma situação de dependência. O Homem também, por sua vez, adestrado pra bancar o ônus de sua parceira, de se tornar o gerente, o provedor, a fortaleza e o responsável por toda uma estrutura familiar, da qual muitas vezes, sua capacidade financeira e emocional não dá pra equilibrar nem seu consumo pessoal… A cobrança é real e cotidiana e vale para qualquer classe social.

Nascemos pra sermos livres. Essa é a questão. Não adianta acharmos que o casamento vai nos tornar um ser mais feliz, realizado e completo. Isso não vai funcionar. O que nos dá medo de vivermos sozinhos, é, provavelmente, a grande tarefa de convivermos com nós mesmos. De nos olharmos no espelho e termos que encarar de frente as nossas omissões, fraquezas, nossos complexos, e acima de tudo nosso medo para enfrentarmos o desconhecido.

Daí surge na maioria das vezes essa busca incessante de termos um parceiro constante, pra podermos compactuar a maior parte das nossas frustrações, que com o tempo só aumentam. De preencher a carência daquilo que não aprendemos administrar sozinhos, apesar de todos os nossos conhecimentos adquiridos em pleno século vinte e um… Que dicotomia, né?

É por isso que muitos insistem dizer que a solidão assusta, visto que é somente através dela que podemos nos perceber e nos tornar um ser por inteiro, cujo resultado dessa percepção pode nos amedrontar ou nos libertar cada vez mais. Isso vai depender de cada pessoa.

Eridam Pimentel – Blog Superarparanaopirar.wordpress.com

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Já Passei dos Sessenta, e agora, posso ser livre?

Tem pessoas que quando se aproximam dessa etapa da vida ficam angustiadas, sem rumo, meio perdidas, como se ainda não existisse mais tempo hábil para novas conquistas e novos aprendizados. Se pensarmos que até agora só escalamos 50% da expectativa de vida, principalmente quando dispomos de uma boa saúde, vida financeira em dia e rodeados de amigos e familiares, então podemos mudar esse paradigma de que só nos resta a solidão de uma clausura doméstica e sem graça. Apesar de que muitos até almejam essa clausura, por terem tido até agora uma experiência de vida muito atribulada e cheia de compromissos profissionais.

Como já atingi essa fase em minha vida, lhes asseguro que minha experiência tem sido reveladora. Cada dia que passa tenho me tornado uma pessoa mais livre e com grandes expectativas para viver mais acertadamente essa nova experiência, devido a avaliação de tudo que deu certo e de tudo que deu errado durante essas décadas… Nem sempre tudo tem que ser necessariamente maravilhoso. As perdas e as decepções também são referências importantes para aquilo que podemos focar daqui pra frente. Há tempo pra tudo, basta que haja alguma motivação pra seguirmos no rumo de um novo futuro. Aprendi a dizer não, com mais frequência, e ser menos comprometida com aquelas pessoas que costumavam abusar da minha generosidade e da minha tolerância. Isso é libertador, podem apostar!

Independentemente de nosso estado civil, social ou financeiro, a vida nos oferece muitas opções de desafios… Basta nos permitirmos e nos aventurarmos à nossa nova condição de aprendiz. Há uma variedade de cursos e de atividades ao nosso alcance que podemos nos submeter, que nos tornarão certamente mais leves e mais ousados. Podemos acrescentar também ao nosso dia a dia a convivência com novos grupos de pessoas mais receptivas e com novos enfoques sobre a vida e que busquem novas motivações para essa nova e desafiadora fase.

Eridam Pimentel – Blog Superarparanaopirar.wordpress.com

… Toco a tua boca…

 

… Com um dedo toco o contorno da tua boca.

Vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão…

Como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse…

E me basta fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar…

Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo… A boca que minha mão escolheu…

E, te desenho no rosto, uma boca eleita entre todas, como soberana liberdade, eleita por mim, para desenhá-la com minha mão em teu rosto, e que, por um acaso não procuro compreender.

Coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.

Tu me olhas de perto, nossas bocas se encontram e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua entre os dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, trazendo-nos um perfume antigo e um grande silêncio.

Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos… Acariciar lentamente o teu cabelo enquanto nos beijamos, como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, com movimentos vivos e fragrância obscura…

E, quando nos mordemos, até a dor é doce.

E, quando nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte também é bela…

E, já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madeira, e eu te sinto tremular contra mim, como o reflexo de uma lua na água…

 

Texto extraído do livro O Jogo da Amarelinha – Julio Cortázar

 

 

 

Trabalhar a espiritualidade é benéfico para o paciente oncológico — MEU DIÁRIO ABERTO.

Quando se passa por um trauma, por uma doença grave ou por uma grande perda, surgem a dor, o medo, os questionamentos sobre a vida, o sofrimento. “Trabalhar com a espiritualidade permite muitas vezes que se encontre um novo significado daquilo que se está vivendo”, diz o oncologista do hospital A Beneficência Portuguesa e colaborador […]

via Trabalhar a espiritualidade é benéfico para o paciente oncológico — MEU DIÁRIO ABERTO.

Até onde podemos bloquear os nossos sentimentos?

A pressão sobre cada ser humano já começa desde o momento do seu nascimento, seja através de um parto natural ou não. Daí, acredito que crescemos  tentando administrar as nossas boas e más sensações internas, ou sentimentos, de uma forma equivocada, afim de que os outros não façam um juízo inadequado de nós mesmos. Chegamos à vida adulta e esse sentimento de dependência continua bloqueando todo o acesso possível aquilo que costumo chamar de “ponte para a felicidade”.

Ser feliz pra mim é não ter que represar os meus sentimentos, pois isso me levaria a me tornar uma pessoa triste, mal humorada ou até depressiva.  Quando amo alguém ou alguma causa tenho necessariamente que extravasar de alguma forma essa sensação, caso contrário, corro o risco de provocar um dano ao meu interior que vai, certamente, acarretar dores ao meu corpo físico e mental.  Águas represadas são sempre as mais perigosas, né? Isso vale também pro amor. Não devemos represá-lo, para evitarmos  nos afogar em mágoas, arrependimentos e sentimentos de culpa. Fazê-lo fluir certamente vai provocar uma significativa transformação em nossas vidas. O amor é como uma seiva da qual não podemos abrir mão para o alimento do coração, oxigênio do cérebro e a cura definitiva da tristeza e daquela sensação de vazio.

Não viemos a esse mundo só pra ver a “banda passar”. Temos que ser parte dinâmica dessa ferramenta que chamamos de vida. E através desse dinamismo é que podemos provocar o resultado daquilo que queremos e podemos ser. Se nos recusamos a fazer isso por nós mesmos, podem acreditar, nem o Universo será capaz de fazê-lo!  E a chave de tudo isso se resume no quanto estamos dispostos a nos relacionarmos com os outros, nos despindo das nossas máscaras e assumindo o risco de abrirmos as represas de nossos sentimentos.

 

 

Eridam Pimentel – Blog Superarparanaopirar.wordpress.com – Fevereiro/2019

 

A Liberdade Emocional da Mulher

Em que momento de sua vida você se deu conta que poderia contar seguramente consigo mesma? Isso engloba em todos os aspectos do seu cotidiano, trabalho, interações sociais, familiares, relacionamentos amorosos, etc…

Comigo ocorreu por volta dos meus 22 anos!  Na época a necessidade de preencher um certo espaço dentro do meu ser era maior do que a de atender às conveniências normalmente previstas às jovens mulheres da minha geração. Abri mão dos meus conflitos e inseguranças e me dei conta que a  força de vontade e talentos que havia em mim poderiam, de certa forma,  superar parte da minha vulnerabilidade feminina… Aprendi a acreditar cada vez mais nesses talentos e na capacidade de transformar os meus medos e angústias em desafios , cujo objetivo principal era o de alcançar a tão almejada liberdade …

A liberdade que me refiro aqui não é apenas a física, a de ir e vir, mas a que acredito que seja a mais intrínseca a todo ser humano que é a liberdade emocional. Aquele momento em que podemos assumir a nós mesmas, em sua plenitude, sem a preocupação de nunca mais nos submetermos ao crivo dos sentimentos de uma outra pessoa, como pais, irmãos, maridos, amigos ou amantes por exemplo. A liberdade emocional lhe conduz ao encontro do elo que você julgava perdido, muitas vezes pela força das circunstâncias, e, de repente, se conecta com você e como num passe de mágica, e de uma forma quase inexplicável, lhe torna forte, poderosa e capaz de administrar até sob pressão os seus sentimentos e a capacidade de se reconhecer como mulher em toda a sua essência.

Na maturidade essa sensação fica até mais libertadora, posso lhe garantir! Se você ainda não a experimentou, não se deixe curvar pelo impacto do medo ou da solidão, pois esse só nos limita e nos torna confinadas à uma uma serventia por vezes degradante de nossos melhores sentimentos por outrem, nos fazendo esquecer o significado essencial de nossa vida que é a obrigação de sermos felizes apesar de …

 

Eridam Pimentel – Blog Superarparanaopirar.wordpress.com

 

 

Os “Sem Noção” que nasceram entre os anos de 1980 a 1993.

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Observando o comportamento dos jovens nascidos entre 1980 e 1993, percebo que se tornaram, na maioria das vezes, filhos e netos egoístas,  sem noção de generosidade para com seus pais  e avós.

Normalmente, esses jovens cursaram mais de um curso superior, são pós graduados, não trabalham, já que não pretendem se submeter a salários mais baixos, e que continuam morando com seus pais. Preferem continuar se preparando eternamente pra passarem em concursos públicos, como uma forma de permanecerem dependendo financeiramente dos mesmos e  de justificarem, com menos remorsos, essa condição de eternos estudantes.

Outros até saem da  casa de seus pais pra se casarem, constituírem família, mas continuam ocupando alguns imóveis dos pais, que poderiam estar alugados e mesmo assim não se responsabilizam nem mesmo em pagar as taxas de serviços, condomínios e impostos inerente aos mesmos. Sem noção, né? Risos.

Tem também aqueles que se estabeleceram, conseguiram bons empregos, ótimos salários e que, ao saírem da casa de seus pais levam até a mobília de seus quartos de solteiros…  Isso ocorre normalmente entre os jovens da classe média, pasmem!

Em sua vida social, só lhes interessam a convivência com seus amigos da mesma faixa etária. Até nas cerimônias de seus casamentos, a família e os mais velhos são excluídos, com exceção dos pais, já que são eles, normalmente, que bancam financeiramente todo  o ritual dos eventos, portanto, ficaria feio deixá-los de fora… Fico imaginando quando esses pais não tiverem mais utilidade pra eles…  Mas como toda regra tem exceção, acredito que exista uma pequena fatia de jovens dessa faixa etária que não se inclui nessa minha observação. São os que costumamos chamá-los de jovens especiais… Os que respeitam, amam e reconhecem a generosidade de seus pais para com eles durante a melhor parte de suas vidas.

Eridam Pimentel – Blog Superar para não pirar – 06.09.2018.