Nunca seja econômica nos seus sentimentos

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Desde cedo aprendemos a esconder nossas verdadeiras emoções (amor, prazer, medo, raiva, alegria, etc…). Em casa, com nossos pais, irmãos e agregados. Na rua, com os nossos vizinhos e amigos de infância. Depois, na escola ou na faculdade com nossos professores e com nossos colegas de classe. Tenho um amigo que costuma me repetir a seguinte frase: Dam, a nossa geração foi “adestrada”. A gente tinha que dizer amém a tudo. De certa forma, concordo com ele!

Tentei, de todas as formas possíveis, fugir desse paradigma de pessoa sempre caladinha, quietinha, de “maria vai com as outras”… Contrariando, logicamente, à minha mãe, que costumava me chamar de “malcriada” e alguns de meus professores! Isso também nunca significou que eu tivesse lhes faltado com respeito, obediência ou coisa parecida. Nem com ela, nem com meus professores e nem tão pouco com as pessoas mais velhas ou hierarquicamente acima de mim. Obedecer e respeitar nunca significou, pra mim, silenciar!

Nunca me calei diante de injúrias e/ou de injustiças que aconteciam em volta do meu núcleo de relacionamento. Até o meu avô materno, com o qual pude ter o privilégio de conviver, se surpreendia com as minhas “tiradas” … Sempre preferi o barulho dos meus sentimentos à mudez da minha frustração! Hoje sei o quanto foi difícil pra mim e também pra todos eles. Mas por outro lado, me permitiu criar as condições necessárias pra minha sobrevivência nessa selva de falsas aparências. Em que grande parte das pessoas, em seus relacionamentos interpessoais, se adaptam às falsas promessas, ao que parece ser mas não é, se magoando, se oprimindo anos a fio, se frustrando cada vez mais, suportando conviver dentro de um casulo com determinadas pessoas por medo de se submeter ao julgamento do outro ou até de si mesmo!

A opressão é sempre devastadora! Seja em qualquer estágio de sua vida. Portanto, não permita que a mesma cale sua voz e imobilize seus argumentos. Que ela bloquei os seus sonhos e os seus sentimentos. Não emudeça, mesmo que tenha que levar com você pro resto vida a sua fama de “malcriada”!

O que leva uma mulher a se tornar amante aos 60 anos de idade?

Hoje acordei com uma vontade enorme de escrever! Pensei: Por que não colocar algumas de minhas ponderações a respeito de mulheres que resolveram se tornar amantes em plena maturidade de seus 60 anos?  Nem todas gostam de serem chamadas assim, devido sua conotação pejorativa,   preferem namoradas, ou coisa que o valha… Risos.  Esse tema é comum? Acredito que não!   Ser amante aos 30, 35 e aos 40 anos de idade é bem   mais provável… Tudo fica mais fácil, já que a natureza sabe ser mais pródica com seus atributos físicos… Mas aos 60 é simplesmente desafiador!

E o que leva uma mulher, nessa altura da vida, a encarar um relacionamento desse suporte ?  Acredito que são muitos os motivos que servem de estímulo a uma mulher plenamente realizada emocionalmente e financeiramente, a se envolver numa nova relação amorosa, quando chega a essa etapa de sua vida.  Acredito que seja pela redescoberta de um grande amor, de uma antiga ou nova paixão, por uma vida sexual mais espontânea, sem cobranças e sem muitas expectativas, por carência afetiva, por medo de continuar sozinha, já que os filhos se foram em busca de suas conquistas, ou simplesmente pela vontade de se abrir à novas possibilidades … Por ainda acreditar num ideal de felicidade sem ter que repetir necessariamente os erros do passado, e por perceber que a vida não acaba simplesmente pelo fato de se ter perdido seu companheiro de longas datas, ou por um motivo qualquer!

A nossa sociedade está cada vez mais evoluída, menos nesse aspecto. Ela continua sem pena nem dó quando vai tratar a questão da liberdade sexual das mulheres, de um modo geral, principalmente na das mais velhas e mais independentes. Mesmo assim, de vez em quando, surge essa nova mulher aparentemente frágil e tímida, capaz e encorajada a quebrar os bloqueios do medo, do orgulho, da insegurança e do preconceito para dar passagem ao esplendor, à  beleza  e ao instinto de sua feminilidade ainda presentes nela, apesar dos seus 60 anos de idade.

Tiro o chapéu para essas destemidas mulheres, que sem se importarem com as pequenas limitações da idade física, ainda se sentem bonitas, desejadas e capazes de nutrirem e de despertarem o desejo, a paixão e o amor de um homem!